Proteção Infantil

Para proteger crianças e adolescentes, Guarnieri propõe ensino do “Sinal de Vida” nas escolas de MT

Projeto pretende ensinar crianças e adolescentes a pedir ajuda silenciosamente e reconhecer situações de perigo; deputado também sugere que escolas particulares adotem a iniciativa

Um simples gesto com a mão ajudou uma menina de 9 anos a escapar de uma tentativa de violência sexual em Curitiba, no Paraná. O caso, que ganhou repercussão nacional, motivou o deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB) a apresentar um projeto de lei na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para que o Código Sinal de Vida seja ensinado nas escolas da rede pública estadual.

O episódio aconteceu no dia 9 de outubro, quando a criança seguia para a escola e foi abordada por um homem desconhecido. Sem conseguir pedir ajuda verbalmente, a menina utilizou o sinal silencioso de socorro, reconhecido por seu primo, de apenas 10 anos. O garoto correu até um posto de combustível, onde pediu ajuda. O suspeito, de 54 anos, acabou preso pela Guarda Municipal.

As duas crianças haviam aprendido o significado do gesto com a avó, que conheceu o sinal por meio da televisão e decidiu ensiná-lo aos netos como forma de proteção.

Para Chico Guarnieri, o episódio demonstra a importância de preparar crianças e adolescentes para identificar situações de risco e buscar ajuda de maneira segura.

“Uma criança de apenas 9 anos conseguiu pedir socorro sem dizer uma única palavra, porque conhecia esse sinal. E outra criança, de 10 anos, soube reconhecer o pedido e buscar ajuda. Imaginem quantas crianças podem ser protegidas se esse conhecimento chegar às nossas escolas”, destacou o parlamentar.

A proposta acrescenta um dispositivo à Lei Estadual nº 12.036/2023, que já institui o Código Sinal de Vida em Mato Grosso, mas não prevê expressamente seu ensino no ambiente escolar.

Pelo projeto, as unidades da rede pública estadual deverão desenvolver atividades educativas para ensinar os estudantes a realizar e reconhecer o gesto, utilizando linguagem adequada a cada faixa etária. As orientações também deverão abordar a prevenção da violência e a importância de procurar professores, familiares ou outros adultos de confiança diante de situações suspeitas.

O deputado ressalta que a iniciativa poderá ser incorporada às atividades pedagógicas já existentes, sem a necessidade de criar uma nova disciplina. Chico também sugere que as escolas particulares adotem voluntariamente a medida, ampliando o alcance da orientação entre crianças e adolescentes.

Como funciona o sinal de socorro
O Código Sinal de Vida é realizado com uma das mãos. A pessoa mostra a palma aberta, dobra o polegar para dentro e fecha os outros quatro dedos sobre ele. O gesto permite comunicar silenciosamente uma situação de perigo, especialmente quando a vítima está sob ameaça ou não consegue pedir ajuda verbalmente.

A proposta prevê que os estudantes aprendam não somente a fazer o sinal, mas também a reconhecer quando outra pessoa está pedindo socorro e procurar ajuda de maneira segura.

O projeto também determina que as atividades respeitem os protocolos de proteção à infância e à adolescência, evitando a exposição indevida de vítimas de violência.

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